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VIVER SOZINHA | ESCOLHAS A FAZER

  • Foto do escritor: BY IRINA
    BY IRINA
  • 19 de set. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de ago. de 2023

Eu decidi ir viver sozinha em consequência de várias situações, mas a principal foi o término da minha anterior relação onde vivíamos juntos. Eu adorei a experiência de ter a minha casa, ao meu gosto, com a minha organização, ter as minhas rotinas livremente e não ter de pedir autorização para seja o que for. Então escolhi não abdicar da minha independência total ao ir viver com os pais ou familiares, por isso arrisquei ser sozinha.

É preciso ter noção da responsabilidade que é ter uma casa. Eu já conhecia todas as obrigações que iria implicar mas desta vez seria em dobro, não iria ter ninguém para partilhar tarefas, despesas ou obrigações. Achei que precisava de ter o meu espaço e o meu mundo. Foi numa altura em que precisava de organizar ideias, sentimentos, objetivos e sobretudo encontrar-me sem depender de ninguém seja para o que fosse.

No inicio foi difícil estar apenas na minha companhia. Ter que reconstruir a rotina de lidas da casa e alimentação foi um desafio. Estava habituada a cozinhar para 2 e a dividir tarefas, então como devem calcular foi um pouco caótico, mas com paciência lá consegui me ajeitar ao meu novo modo de vida e acabou por ser a melhor decisão que tomei.

Quando se pondera ir viver sozinho/a temos de fazer várias contas. As despesas que devemos ter em conta (despesas base) são a renda da casa, agua, luz, gás, alimentação, televisão, transportes, gasóleo ou gasolina, tarifário de telemóvel e claro alguma medicação ou situação que seja indispensável. Com estes números em mentes, temos de adicionar despesas a nível pessoal como estética, cabeleireiro/barbeiro e obviamente poupança. Se conseguimos pagar todas as despesas com o nosso orçamento mensal, é muito importante termos um valor mínimo obrigatório de poupança, como se fosse outra despesa. Sejam 5, 10, 15, 30, 50 ou 100€, o importante é poupar. Com esta linha de pensamento prevenimos alguma aflição monetária.

Com tudo o que é necessário pago, devemos contar com o nosso lazer. Saídas, jantares, diversões, miminhos, roupas ou tratamentos pessoais. Se a ideia é viver sozinho/a, ter vida social, saúde mental e ser totalmente independente, contabilizamos tudo. Posto isto, avança sem medos para a aventura.

Entretanto vou expor a minha opinião sobre os prós e contras deste modo de vida.

Claro que a principal vantagem é a liberdade. As rotinas, refeições ou saídas são à nossa vontade. Tanto podemos sair, sem horários a respeitar, como podemos convidar alguém a vir para nossa casa, sem ter de pedir opinião ou autorização a alguém, e sabe tão bem.

Mas o que eu gosto mesmo é de poder dançar e cantar pela casa a qualquer hora e a qualquer momento. Andar à vontade, com roupa de "mentigo" e super confortável sem ser julgada, ou até mesmo só de toalha.

No entanto, como tudo na vida, existem contras. Se queres a casa limpa, tens de limpar. Se queres roupa lavada e passada, tens de lavar e passar. Se queres almoço ou jantar feito, tens de cozinhar. Seja o que for que quiseres feito, terás de fazer. Automaticamente com esta listagem de afazeres temos pouco tempo livre. Inevitavelmente diminui o tempo para o lazer, series, jogos e saídas. As nossas prioridades tornam-se outras. E como já referi, a despesa é grande. Já pensaram como se escolher um bom detergente ou amaciador par a roupa? Ou um tira nódoas? Eu só vos digo que já estraguei várias peças de roupa em tentativas falhadas.

Queres mesmo abdicar dos teus lazeres e do teu tempo livre? Queres abdicar de dinheiro em detergentes e roupa com tentativas falhadas? Porque sim, acontece e irrita imenso.

Pensa bem se consegues viver nessas condições, porque vais falhar, vais aprender e vai haver alturas em que é só trabalho e casa.

Outro assunto importante é como mobilar a casa ou escolher eletrodomésticos. Ao escolher o que for temos de ter atenção à durabilidade do material e comparar com o orçamento que temos. Obviamente que um material melhor vai durar mais, mas os valores diferem muitos.

Na minha perspetiva os eletrodomésticos é o mais importante na hora de escolher. Ver o valor, suficiência energética, características e garantia. O ideal é qualquer produto eletrónico ter o minino de consumo energético anual possível, porque mesmo que demos mais um pouco na compra inicial, a longo prazo irá com certeza compensar. Também temos de ter atenção aos modelos que se escolher. Porque no caso de comprar um modelo mais antigo pode ser difícil ter arranjo em caso de avaria, ou até mesmo não arranjar. O mesmo se aplica em produtos descontinuados. Se quiserem comprar algum produto percam algum tempo para pesquisar todas as informações possíveis. O mesmo se aplica com tudo o resto.

Em geral viver sozinha não é um mar de rosas. Engloba muita responsabilidade, organização e não te podes esquecer de cuidar de ti. Arrisca-te.

Be Free, Be You, BE BRAVE!



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