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VIAJAR SOZINHA | LISBOA I

  • Foto do escritor: BY IRINA
    BY IRINA
  • 17 de out. de 2021
  • 5 min de leitura

Atualizado: 16 de ago. de 2023

Já sabem que eu adoro viajar, mas devido à pandemia e imprevistos da vida, deixei de o fazer por algum tempo. Como estou também num trabalho novo, marquei apenas 3 dias para descontrair e matar saudades do desconhecido.

Não queria gastar muito dinheiro, então andava à procura de viagens em conta. Nessa altura uma amiga que vive em Oeiras disse que podíamos marcar algo. Decidi então que iria passar uns dias a capital para a visitar.

Organizei tudo, comprei os bilhetes de comboio arranjei baby-sitters para as minhas bebés, marquei o dia, peguei numa mochila e segui para a minha primeira viagem sozinha.

Optei por ir de metro até Campanhã devido ao trânsito e a primeira dificuldade que tive foi logo a perceber onde apanhar o comboio certo. Para quem não sabe é sempre complicado. No bilhete tem o número do comboio, carruagem e lugar, mas na estação a organização é por linhas. Então como devem calcular tive de perguntar. Apanhado o comboio, foram 3h de viagem.

Cheguei a Lisboa por volta das 14h e fui logo almoçar. Para não demorar, muito porque estava cheia de fome, fui ao MacDonalds do parque das nações. Desastrada como sou, mal me sentei sujei as calças, ainda por cima brancas, com coca-cola. Vi logo que o dia ia ser promissor.

Depois de comer e tentar disfarçar a nódoa da roupa chamei um Bolt para começar o meu trajeto turístico. Preferi fazer o trajeto ao contrário do habitual, ou seja, a descer as ruas, para me cansar menos. A primeira paragem foi o miradouro da "Senhora do Monte". A vista é incrível mesmo. Estavam lá dois artistas de rua super fofos e uma cigana simpática que me veio dizer que adorava o Porto. Senti aquele orgulho básico de ser do Norte obviamente.

Pedi a um rapaz para me tirar umas fotografias e eu também retribui o favor. Conversamos um pouco, ele era de Aveiro e também estava a viajar sozinho. Entretanto editei umas fotos e retomei caminho.

Fui descendo pelas ruas e desfrutando tudo como deve ser, monumentos e paisagens. Até que parei no miradouro "Portas do Sol". Pude apreciar a cidade de um ângulo diferente. Continuei o meu caminho a pé e depois de mais umas fotografias tiradas cheguei ao Terreiro do Paço. Sentei me numa explanada na rua Augusta para lanchar e reparo que estava imenso barulho a aproximar-se. Ao inicio pensei que era uma espécie de fanfarra ou assim, mas depois vi que era um género de movimento ou protesto, até que vi o Senhor António Costa mesmo à minha frente e logo percebi que afinal era um movimento politico. Quem diria que ia ter acesso à primeira fila para ver o senhor ministro.

Pelo o que percebi poucas pessoas sabem que podem subir ao Arco da Rua Augusta. Fica mesmo antes da Praça do Comércio do lado esquerdo. Paga-se 3€ para poder subir. Quando cheguei ao topo percebi que tinha 5% de bateria, logo, poupei o máximo que consegui até arranjar onde carregar.

No meio dos restaurantes e lojas no Terreiro do Paço, encontrei 4 empregados de mesa a conversar e perguntei-lhes se sabiam onde podia por a carregar o telemóvel. Um dos senhores disponibilizou-se a direcionar-me para um átrio onde tinha lá várias fichas que podia usufruir. Sentei-me num canto à espera de ter bateria suficiente para pedir um Uber. Entretanto veio uma senhora ter comigo, super chateada e aos gritos, começou a dizer que não podia estar ali porque ia haver um evento privado naquele sitio. Como devem calcular, fiquei sentada com cara de parva a olhar para ela, era só ridículo o filme que ela estava a fazer. Pedi para ao menos deixar lá o telemóvel a carregar que depois eu ia buscar.

Lá dei mais uma volta ao Terreiro do Paço para fazer tempo. Uns 20 minutos depois e já estava farta de andar as voltas, então fui buscar o telemóvel e despedi-me dos empregados incríveis que me ajudaram. Consegui pedir um Uber mas o senhor enganou-se no local de recolha. Lá tive que cancelar e pedir outro. Perdi muito tempo com a situação do telemóvel para pedir boleia. No entanto recebo uma mensagem da minha amiga a dizer que não podia ir ter com ela a lisboa porque já tinha saído do trabalho e disse-me para me encontrar com ela em Oeiras, que era onde ela tinha compromissos. Tive novamente que cancelar o Uber. 2.5€ por cada viagem cancelada, que roubo. A usar as aplicações excessivamente lá fiquei sem bateria outra vez. A única coisa que sabia era que tinha de apanhar o comboio para Oeiras. No entanto, não sabia onde era a estação de comboios. Lá andei eu a procura para onde tinha de ir e acabei por parar à estação do metro. Pedi direções a uma senhora e desta vez segui pelo caminho certo.

No meio do caminho tive aquele momento clichê de filme romântico. Um homem passou por mim no sentido contrário e deu-me um elogio em Francês ao que eu automaticamente e irracionalmente respondi. Uns segundos depois olhei para trás a processar o que tinha acontecido e o rapaz também estava a olhar. Ambos começamos a rir e continuamos caminho. A minha agenda ocupada não permitiu que fosse amor à primeira vista como nos filmes.

Uns 10 minutos depois cheguei á estação de comboios e limitei-me a imitar as pessoas que estavam a tirar bilhete. Constatei que realmente não sabia bem o que estava a fazer mas lá consegui. Segui a afluência de pessoas e apanhei o primeiro comboio que vi e confirmei se ele passava na estação que queria. Confesso que sem telemóvel, sem saber ao certo onde estava ou para onde ir, a viajem demorou uma eternidade.

Cheguei à estação de Oeiras e segui novamente as pessoas para sair do terminal. Mal vi um táxi perguntei se tinha onde carregar o telemóvel. Disse-lhe que a única forma de dizer para onde queria ir era carregando alguma bateria. Aguardamos um pouco e consegui dar-lhe a morada de onde estava a minha amiga.

Finalmente chegava ao "Jardim dos Poetas" e encontrava alguém conhecido. Depois de quase 3h à toa, já não me sentia perdida. Desfrutamos de um pôr-do-sol incrível no "Verso Lounge Rooftop" e apreciamos umas bebidas e uns nachos com guacamole.

Depois de aproveitar o serão fomos até à casa da minha colega para poder instalar-me e claro, jantar. Ela decidiu fazer tacos para continuar a vibe mexicana. Nunca tinha provado, nem sabia como se comia tal coisa, mas estava ótimo.

Por fim, tomei um merecido banho. Depois do dia caótico era inevitável não dormir como uma pedra. Barriga cheia, banho tomado, sono de princesa.

Be Free, Be You, BE BRAVE!



 
 
 

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