VIAJAR SOZINHA | LISBOA III
- BY IRINA

- 20 de nov. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 16 de ago. de 2023
Tomamos o pequeno almoço, granola com iogurte natural com a vista incrível para a cidade e o mar. Acordar com ligação à natureza sabe tão bem.
Escolhemos a praia de Caxias para começar o dia porque era a mais perto. Fiquei agradavelmente surpreendida. Além de calma, era uma praia lindíssima com vista para a ponte 25 de Abril.
Tiramos imensas fotografias (como da para ver no meu insta) e demos uns bons mergulhos. Ao contrário do que pensei, não custou nada entrar na água. Primeiro estava um dia quente de sol e depois, para uma pessoa do norte qualquer água do sul é mais fácil de mergulhar.
Acabamos por nos secar e almoçar umas baguetes de presunto e tomate que preparamos de manhã. No entanto, antes de conseguir comer tive que matar 2 abelhas com toda uma estratégia para não me picarem. Elas estavam literalmente a atacar o meu pão!
Entretanto voltamos a casa para tomar um banho e claro, preparar tudo para voltar para o norte. Arrumei tudo na mochila direitinho, arranjei-me, comi algo reforçado para a viagem e seguimos para Lisboa.
Estacionamos o carro atrás da estação do Cais do Sobré, assim era mais fácil ir buscar a mochila e apanhar logo o metro até à estação de comboios.
Como é óbvio, queimei os últimos cartuchos por Lisboa turistando. Fomos à famosa "rua rosa" tirar fotografias. Basicamente aquele sitio só serve para isso porque é uma rua super pequena e só tem 2 ou 3 cafés para beber algo, mais nada.
Fui também conhecer aquela rua do inico da linha do elétrico. Tem sempre lá um elétrico onde podemos entrar e fotografar à vontade.
Por fim fomos beber algo num bar com vista para o pôr-do-sol, rio e ponte 25 de Abril. E que bela forma de me despedir da capital, recomendo vivamente. É preciso aproveitar e apreciar as pequenas coisas.
Despedi-me da Capital, fui buscar a mochila ao carro e lá fui eu tentar apanhar o metro em direção à estação Oriente. Na estação perguntei ao segurança qual era a linha que devia apanhar e como já era de calcular ele disse me a linha errada e perdi o primeiro metro. Apanhei o segundo metro e a minha ansiedade só aumentava. Tinha o intercidades em 20 minutos e o GPS dizia que demorava 30 minutos a chegar à estação. Comecei logo a pensar no que ia fazer se perdesse o comboio certo. Onde ia dormir? Como ia fazer com o trabalho? Estava realmente nervosa com a situação e para piorar a minha ansiedade o metro estava lotado e estava receosa que me roubassem o telemóvel ou algo do género.
Passado eternidades cheguei à esperada estação Oriente mas ainda tinha de ir para a zona dos comboios. Como já era normal não havia placas ou indicações para me orientar, então tive que perguntar a uma senhora aleatória que vi num quiosque por onde devia ir. Ela indicou-me o caminho e comecei a correr pela a minha vida com medo de estar atrasada.
Finalmente estava no sitio certo (pelo menos era o que achava). Quando fui confirmar o comboio percebi que estava na linha errada e a do lado é que era a certa. Fiz mais um sprint a descer e a subir escadas e tinha o comboio correto à minha frente. Está mais que visto que tenho uma sorte enorme nos transportes e que os lisboetas são alérgicos a placas.
Faltavam 3 horas de viagem até casa. Ainda tentei dormir na viagem mas não consegui.
Tinha tudo pensado para aqueles dias, exeto o frio que ia apanhar ao chegar ao Porto. Toda a gente de casaco e eu ali com um vestidinho de verão. Para melhorar a situação o metro que me levava da estação de Campanhã até à estação do metro onde estava o meu carro, demorava 40 minutos. Liguei para uma amiga a pedir para me ir buscar a outra estação e levar me até ao meu carro. Graças a Deus que ela aceitou, mas que frio.
Ao chegar ao meu carro notei que o tinham riscado e que tinham roubado a gasolina. Ou seja, tinha de abastecer para poder chegar a casa. A minha sorte na vida a funcionar.
Cheguei tão tarde por causa de todos os imprevistos que pousei tudo no meio do chão e fui dormir. Afinal ia trabalhar no dia a seguir e as minhas coisas podiam esperar até ao dia a seguir.
Acho que ninguém gosta da sensação de chegar a casa depois de uma viagem e ter de voltar a trabalhar e à "vida real". Para acalmar o coração a solução é pensar na próxima viagem a fazer.
Be Free, Be You, BE BRAVE!




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